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Economia

Os habitantes de São Martinho têm sua vida intimamente ligada à agricultura. Desde os primórdios, com a chegada dos imigrantes, a principal atividade sempre esteve relacionada com a terra. Os colonos já eram, na sua origem, agricultores. Haviam também gados, porcos e aves. Plantava-se cevada e trigo para fazer o pão. Os imigrantes estavam muito acostumados com o gado, e a principal fonte de Substância era o leite e seus derivados, principalmente o queijinho e a manteiga.

 

A base econômica é a agropecuária, destacando-se a produção de leite, fumo, milho, feijão, mandioca, gado de corte e suínos. Conforme dados obtidos, a utilização do solo está assim distribuída: 59,50% de vegetação nativa e áreas improdutivas; 27% de pastagens; 12% de lavouras anuais; 1% reflorestamento e 0,5% de lavouras perenes.

 

Chegados no Brasil, tudo era diferente. Em vez das planuras, tinham diante de si vales e altas montanhas. Tudo estava coberto de densa floresta. Sem dúvida, a terra era fértil, mas era preciso derrubar a mata. Animais domésticos não havia. Adquiriam dos açorianos do litoral ou dos lajeanos de serra acima que transportavam roupas para Florianópolis ou Laguna.

 

Desde o início da colonização, a principal atividade econômica foi ligada à agricultura e pecuária. Até aproximadamente 1910, a principal fonte de renda provinha dos derivados de leite e de porco. De alguns anos para essa data começou uma desvalorização destes produtos e os colonos sem abandonar de toda essa atividade, partiram em busca de alternativas, entre as quais, a cana-de-açúcar e seus derivados. Em toda a região, que hoje compreende o município de São Martinho, foram construídos engenhos que produziam açúcar grosso e melado. O engenho era movido a boi. Os meios de transporte deram então um passo à frente com a introdução do carro de boi. Não havendo estradas e as terras sendo muito acidentadas, carretas de quatro rodas não podiam trafegar, enquanto o carro de boi era menos exigente em questão de estradas.

 

Houve ainda outras atividades econômicas desenvolvidas pelos colonos. Surgiram algumas olarias, sendo que nestas eram fabricadas principalmente telhas. O Colono que construía sua casa em enxamel ou alvenaria fabricava ele mesmo os tijolos, pois seu transporte era fácil e oneroso.

 

A vida da colônia começou na selva e se desenvolveu longe dos recursos da cidade e à custa do esforço de cada colono. Cedo surgiram inúmeras necessidades que gradativamente foram atendidas pelos próprios imigrantes e seus descendentes. Na Alemanha, o colono levava o seu trigo para o moinho tocado a vento, que ficava ali perto, no povoado.

 

Até o ano de 1994, o Município vivia exclusivamente da agricultura, passando então, à exploração do turismo. Esse processo se desencadeou com o Projeto de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e Mundial (PADEM), realizado pelo SEBRAE.

 

Atualmente existem algumas indústrias, principalmente de beneficiamento de madeira, e casas em todas as comunidades do município, a ponto de não ser necessário o colono se deslocar para outra cidade a fim de vender seus produtos ou comprar aquilo que necessita.

 

Atualmente, com uma população aproximada de 3209 habitantes (SENSO-IBGE, 2010), o Município pode, através do turismo, vislumbrar um desenvolvimento maior que o proporcionado apenas pela atividade agrícola.

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